BH tem atos pró e contra a ditadura militar no dia em que golpe completa 55 anos

Duas manifestações, uma contrária e outra favorável, foram promovidas em Belo Horizonte neste domingo (31) para registrar os 55 anos do golpe de estado que instaurou a ditadura militar no Brasil.

Atos semelhantes foram marcados em todo o país, após o presidenteJair Bolsonaro (PSL) declarar que a data deveria ser celebrada pelo Ministério da Defesa. De acordo com a assessoria da 4ª Região do Exército, em Belo Horizonte, não haverá celebração por parte dos militares na capital.

“1964 nunca mais”

Manifestantes protestam contra a ditadura militar em Belo Horizonte — Foto: Washington Alves/Reuters

Manifestantes protestam contra a ditadura militar em Belo Horizonte — Foto: Washington Alves/Reuters

O ato contrário à ditadura reuniu centenas de pessoas na Praça da Liberdade, Região Centro Sul da capital e foi convocado por movimentos populares nas redes sociais.

A maioria dos participantes foram vestidos de preto e carregavam faixas com críticas ao período ditatorial. Os manifestantes também gritaram palavras de ordem contra o presidente Bolsonaro.

No carro de som, relatos de tortura foram narrados. Fotos de pessoas que, de acordo com os organizadores do evento foram mortas pelo regime militar, foram colocadas em frente ao coreto da praça.

Fotos de mortos no período foram colocadas próximas ao coreto da Praça da Liberdade.  — Foto: Larissa Carvalho/TV Globo

Fotos de mortos no período foram colocadas próximas ao coreto da Praça da Liberdade. — Foto: Larissa Carvalho/TV Globo

Da Praça da Liberdade os manifestantes seguirão em procissão até a “Casa da Liberdade”, antiga sede em Belo Horizonte do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), órgão do governo militar utilizado para repressão, localizado na avenida Afonso Pena.

Comemoração

Grupo faz ato em comemoração ao regime militar no Brasil. — Foto: Lariassa Carvalho/TV Globo

Grupo faz ato em comemoração ao regime militar no Brasil. — Foto: Lariassa Carvalho/TV Globo

Um outro grupo, com aproximadamente 50 pessoas também se reuniu em Belo Horizonte na manhã deste domingo (31) em comemoração ao que chamam de “movimento cívico-militar de 1964.”

Em Belo Horizonte a manifestação foi convocada nas redes sociais pelo deputado estadual Coronel Sandro (PSL), do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro, e contou com o apoio de outros dois deputados e um vereador da mesma agremiação política.

Os participantes do ato negam que o Brasil tenha passado por uma ditadura. Eles argumentam que existia liberdade de entrar e sair do país, não havia ditador e sim vários líderes militares que se revezaram no poder.

Ainda segundo os manifestantes, 1964 foi um movimento cívico pedido pela própria população, com ação dos militares, para evitar o avanço do comunismo. Uma faixa usada na manifestação carrega os dizeres: “Parabéns militares. Graças a vocês o Brasil não é Cuba. ”

Faixa agradece militares por período no comando do país. — Foto: Larrisa Carvalho/TV Globo

Faixa agradece militares por período no comando do país. — Foto: Larrisa Carvalho/TV Globo

Helena Greco x Castelo Branco

O ato ocorreu no Elevado Dona Helena Greco, que liga a Avenida Bias Fortes, no Centro, à Região Noroeste da cidade, anteriormente chamado Elevado Castelo Branco, em homenagem ao primeiro presidente do período militar.

Os manifestantes pediram que a troca do nome, feita em 2014, seja revogada. O vereador Cláudio Duarte (PSL) afirmou que irá apresentar nos próximos dias, um projeto de lei para tratar do assunto. Helena Greco foi vereadora em Belo Horizonte. Foi também presidente e fundadora do Movimento Feminino pela Anistia em Minas Gerias e do Comitê Brasileiro de Anistia.

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/03/31/grupo-faz-manifestacao-a-favor-da-ditadura-militar-em-belo-horizonte.ghtml

Desenvolvimento de software sob medida

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here