Bilhetes do metrô de BH serão distribuídos gratuitamente nesta terça-feira

Cerca de 500 desempregados vão receber passagens gratuitas para utilizar o metrô de BH. A distribuição dos bilhetes será feira pelo Sindimetro-MG (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais), na manhã desta terça-feira (10), em frente ao Sine Praça Sete, no Centro de BH, a partir das 7h.

O sindicato vai distribuir cerca de 500 bilhetes para as pessoas que estiverem na fila do Sine, em busca de emprego. O beneficiado terá de comprovar que está desempregado para receber o tíquete.

“Acreditamos que o Metrô deve cumprir sua função social de mobilidade urbana. Além disso o seu uso tem um grande ganho social, ecológico e econômico que não aparece nas receitas, que é de reduzir a emissão de gases, acidentes de trânsito e transtornos como engarrafamentos, atrasos e longas horas de deslocamento”, diz o Sindimetro-MG.

O movimento também é um protesto contra o aumento da tarifa na capital, que chegou a R$ 4,25. “Esta é uma ação que, além de ajudar os desempregados, vai no sentido de discutir com todos os malefícios sociais dos aumentos no preço da passagem”, diz o sindicato.

Metrô dispara

Nesse domingo (8), a CBTU realizou novo aumento no preço da passagem: de R$ 4 para R$ 4,25. Com isso, a tarifa explode de R$ 1,80, no início de 2019, para R$ 4,25 – mais que o dobro.

Os seguidos aumentos estão embasados na sentença proferida pela 15ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais, que permitiu à CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) iniciar, em maio de 2019, um programa de aumentos progressivos nas tarifas, sob a justificativa de buscar o reequilíbrio tarifário em todas as capitais onde a empresa atua no Brasil.

A companhia afirma que passaram-se 13 anos “sem alterar os preços dos bilhetes em Belo Horizonte, 15 anos em Natal, Maceió e João Pessoa e sete anos em Recife, atingindo avançada defasagem em face do custo de manutenção do sistema”.

No entanto, usuários e especialistas criticam o reajuste. O especialista em Engenharia de Transporte e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Ronaldo Gouvea, afirmou ao BHAZ no fim do ano passado que a pessoa que usa o metrô está sendo prejudicada.

“Tínhamos que criar mecanismos para minimizar os impactos, mas estamos fazendo o seguinte: ‘Se você tem dinheiro, usa o transporte público, se não tem, ande a pé’”.

fonte: bhaz

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