Chuvas: Kalil cancela contrato com empresa que faria obras emergenciais em BH

”Não há contrato com dúvida no meu governo”, disse o prefeito por uma rede social. Reportagem da TV Globo mostrou que empresa escolhida é sócia de pessoas ligadas ao chefe do Executivo municipal

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou, por meio da rede social Twitter, que cancelou o contrato que o Executivo municipal havia firmado com uma empresa de engenharia para reparar danos causados pelas chuvas em BH.

“Mais do que ser honesto, tem que parecer honesto. Não há contrato com dúvida no meu governo. Está cancelado o contrato questionado pela matéria da Rede Globo”, disse o prefeito.

O contrato foi alvo de reportagem da TV Globo nesta quinta-feira (6). Segundo a emissora, a empresa escolhida pela Sudecap, a Bali Construtora, é sócia da Emipavi Construções, que tem em sua direção pessoas ligadas ao prefeito Alexandre Kalil.

De acordo com a reportagem, Alberto José Salum, Luiz Cesar Villamarim e Marcelo Laboissiere, sócios da Emipavi Construções, são ex-parceiros de Kalil em outra empresa de engenharia, a MLA, já extinta.

Alberto, inclusive, é primo de segundo grau de Kalil. Já Luiz Cesar contribui com uma doação de R$ 5 mil na campanha do prefeito em 2016 e ocupou o cargo de assessor da presidência do Atlético, quando Alexandre comandava o alvinegro.

O advogado Rafael Santiago Costa, da Bali Construtora, disse à Globo que o processo de contratação sem licitação, por conta da situação de emergência decretada pela PBH, seguiu “critérios objetivos”.

“A Bali e seus sócios não possuem qualquer relação com o prefeito Alexandre Kalil ou qualquer outra pessoa do Poder Executivo. Se, eventualmente, alguns dos seus sócios, na Emipavi, tiveram essa relação é de desconhecimento da Bali”, disse o advogado.

Já a prefeitura informou à emissora, por meio de nota, que a contratação cumpriu todos os requisitos legais e constitucionais. Também acrescentou que a Bali foi escolhida por apresentar o menor orçamento, ou seja, com custo menor para a PBH.

A Emipavi não se posicionou.

fonte: Estado de Minas

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