Coronavírus: contaminação em BH será mais intensa a partir desta quarta, dizem pesquisadores

Estudo prevê aumento diário da doença e perigo na transmissão pelos aeroportos.

Foi divulgado, nesta terça-feira (31), um estudo sobre o papel dos aeroportos na disseminação do coronavírus no Brasil. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Ferais (UFMG), Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto de Ecologia do México mostraram que nas grandes capitais, o que incluiu Belo Horizonte, a contaminação da Covid-19 será mais intensa, a partir desta quarta-feira (1), com aumento diário da doença por volta do dia 16 de abril.

Os autores afirmam que as previsões são alarmantes, mas indicam soluções como protocolo mais rígido de vigilância de entrada nos aeroportos. O grupo, composto de virologistas, geneticistas, microbiologistas, físicos e ecólogos, demonstra que a falta de controle sanitário tornou o Brasil mais vulnerável do que outros países.

Aristóteles Góes Neto, microbiologista da UFMG, participou do estudo e disse que o isolamento social é fundamental para evitar o contagio.

“Se nada mais for feito, de forma eficiente, a maioria das grandes cidades poderá estar amplamente infectada por volta do dia 16 de abril e tornar-se contaminante das demais cidades, conectadas pela complexa rede de aeroportos. Este padrão causaria o colapso dos serviços de saúde nas cidades que possuem os hospitais mais bem equipados”, concluiu

A concentração do transporte aéreo nas capitais e grandes cidades da Região Sudeste provocará, segundo os cientistas, a infecção em várias cidades ao mesmo tempo.

Vulnerabilidade da transmissão da Covid-19 nas cidades brasileiras com aeroportos.  — Foto: UFMG/ Divulgação

Vulnerabilidade da transmissão da Covid-19 nas cidades brasileiras com aeroportos. — Foto: UFMG/ Divulgação

Coronavírus em Belo Horizonte

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (1), três mortes por coronavírus em Minas Gerais. Um dos óbito confirmado é de um paciente de 66 anos, de Belo Horizonte, que tinha cardiopatia e diabetes.

Na capital mineira , o número de casos confirmados passou para 188.

fonte: g1


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