Coronavírus: Sete Lagoas reabre comércio; em BH, funcionamento continua suspenso

Prefeituras que decidem sobre a reabertura do comércio, nas cidades de Minas.

Em Sete Lagoas, a reabertura do comércio passou a valer nesta quarta-feira (1º), mesmo diante da pandemia do novo coronavírus. No decreto, a prefeitura afirma que “considerou a evolução do quadro da doença no município” e “as deliberações do Comitê Extraordinário Covid-19”.

A nova determinação permite, entre outras atividades, o funcionamento de clínicas de estética, salões de beleza e barbearias. Escritórios de contabilidade, advocacia, corretoras de imóveis, imobiliárias e despachantes também podem, mas com distanciamento entre os consumidores e controle para evitar aglomeração de pessoas, além da realização apenas de atendimentos individualizados.

Em vídeo nas redes sociais, o prefeito Duílio de Castro (Patriotas) justificou a mudança.

“Temos a situação, hoje, sob controle. Nós tivemos, até hoje, 301 notificações. Nós separamos 47 amostras e mandamos para análise. Dessas amostras, somente duas deram positivo para coronavírus”, disse.

Por nota, a Prefeitura de Sete Lagoas informou que avalia diariamente a evolução da doença e o cumprimento das medidas, com fiscalização da Guarda Municipal.

As ruas estavam pouco movimentadas, nesta quarta-feira (1º). Parte do comércio permaneceu fechada. Havia sacolão movimentado, mas sem aglomeração. Já em uma esquina da cidade, as pessoas não mantiveram distância uma das outras.

Para o infectologista Estevão Urbano, suspender o isolamento pode gerar uma falsa sensação de segurança.

“Essas pessoas que estão sendo liberadas ainda não estão imunes, e o vírus, mesmo que em um grau menor, garantido pelo isolamento inicial, ainda está circulando. Aí vem o grande perigo: uma segunda onda. Uma onda forte, explosiva, que poderá levar a muitos problemas de saúde, inclusive óbitos”, concluiu.

Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, algumas barbearias estão abertas. Pelo decreto da prefeitura, elas estão proibidas de funcionar. Outros estabelecimentos, como bancos, hospitais e lotéricas, podem ser abertos, desde que evitem aglomeração de pessoas.

No meio de irregularidades, um bom exemplo foi encontrado no bairro Cachoeirinha, região noroeste da capital.

Depois de assistir a uma reportagem no MG2 sobre os cuidados para evitar a contaminação do coronavírus, José Carlos Bastos, gerente de uma loja de peças da região, decidiu que apenas cinco pessoas seriam atendidas, por vez, no local.

“Graças a Deus tá melhorando. Nós vamos passar o bom exemplo pra Belo Horizonte que, com jeitinho, a gente consegue”, afirmou.

fonte: G1

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