Crime ambiental em Brumadinho completa 6 meses e 22 vítimas seguem desaparecidas

Há exatos seis meses, por volta de 12h30, rompia-se em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, a barragem B1 que arrastou outras duas barragens menores, localizadas na Mina do Córrego do Feijão. Cometido pela Vale, ele foi um dos maiores crimes ambientais do Brasil, que viria a ser definido mais tarde como um ‘ecocídio’. Desde o fatídico 25 de janeiro, 248 corpos foram localizados em meio a lama e 22 seguem desaparecidos.  

Até o momento, o crime segue sem respostas, contudo, em investigação. Duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) foram instauradas para investigar o rompimento da barragem. Uma delas no Senado Federal e outra na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Além disso, uma CPI também foi instaurada na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) para apurar os reflexos da mineração no abastecimento de água da capital.

Mesmo sem respostas concretas, a Vale afirma que, até o momento, a empresa já devolveu a Brumadinho o valor de R$ 80 milhões em compensações financeiras pelo crime cometido. Além disso, a mineradora garante que investiu mais de R$ 2,3 bilhões em materiais de saúde, serviços ambientais, transporte e outros custos logísticos. 

Buscas

Desde o dia da tragédia, os bombeiros seguem, insistentemente e sem previsão de parada, as buscas pelas vítimas do crime ambiental. De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o tenente Pedro Aihara, são seis meses de uma operação muito complexa, que exige em termos logísticos e humanos, mas também é um período em que a população tem visto claramente o compromisso e o envolvimento da corporação com a dor das famílias.

“Ainda estamos com 22 pessoas desaparecidas. Na atual fase da operação trabalhamos no sentido de compreender como a gente pode definir as áreas prioritárias de busca, onde há maior possibilidade de encontrar as vítimas e a partir das que já foram levantadas, a gente fazer um trabalho direcionado nesse foco”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Diariamente, mais de 100 bombeiros são empenhados nas buscas. Nesta quinta (25), por exemplo, são 141 militares, dois cães, um drone e mais de cem maquinários pesados.

Fonte:https://bhaz.com.br/2019/07/25/crime-ambiental-brumadinho-seis-meses/amp/

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