ESCOLA É PALCO DE CENAS DE TERROR E BARBÁRIE

Suzano (SP) – Numa cena de horror e barbárie, que deixou o país estarrecido, dois ex-alunos,identificados como Guilherme Taucci Monteiro,de 17 anos,e Henrique de Castro,de 25,invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano(SP),por volta das 9h30,e promoveram um verdadeiro massacre com tiros à queima-roupa, facadas e machadadas. As vítimas:cinco adolescentes, entre 15 e 17 anos, e duas funcionárias da escola. Nove pessoas ficaram feridas. Antes, Guilherme foi uma loja de veículos e disparou três vezes contra o tio, Jorge Antônio de Moraes, dono do estabelecimento, que morreu ao passar por cirurgia. Do lado de fora,Luiz Henrique esperava o colega em um carro alugado,com placas de Belo Horizonte, e
partiram em direção à escola. De acordo com informações da
Secretaria da Segurança de São Paulo,Guilherme estudou na escola até o ano passado e foi recebido pela coordenadora Marilena Ferreira Vieira Umezu, que teria sido a primeira vítima da dupla. Depois,se dirigiram ao pátio, onde atingiram quatro alunos de ensino médio com tiros e facadas. Em seguida, foram até o Centro de Línguas. Os alunos que estavam no local se esconderam dentro de uma sala de aula.Foi nesse momento,ao perceber a chegada dos policiais, que
Guilherme matou Luiz Henrique e se suicidou. Segundo a polícia, os dois tinham um pacto de que fariam o ataque e depois se matariam.E que andavam pesquisando
na internet massacres em escolas dos Estados Unidos. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o menor entrou na escola, e atira em
quem estava logo após a porta de entrada. Ele entrou pela porta, caminhou pela sala, deixou um caderno. Tirou a arma da cintura e atirou contra alunos e funcionários. Depois, o segundo assassino,entrou e atacou pessoas já caídas. “Estava saindo do banheiro quando ouvi um barulho de explosão, mas achei que fossem os meninos brincando de atirar bombinha. Eles sempre fazem isso. Mas ouvi outras 10,15 explosões e então percebi que eram tiros”,conta Maria Paula Guimarães de Lima, de 16, aluna da escola.”Quando percebi que eram tiros
de verdade e ouvi os professores gritando, voltei para o banheiro para me proteger. Havia umas 10 pessoas se escondendo comigo,nós ficamos rezamos,pedindo para viver”, conta a estudante. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos,informou que ainda não se sabe a motivação do crime. “É a grande busca: qual foi a motivação dos antigos alunos”, disse. Foram feitas buscas na casa dos assassinos,e a polícia recolheu pertences dos dois.Guilherme deixou a escola no ano passado após “problemas”–o secretário não deixou claro, porém, se ele foi expulso ou se saiu por conta própria. O tio do adolescente, Jorge de Moraes, era conhecido no bairro e tinha a loja havia 27 anos. Ele deixa três filhos. O gerente de negócios da loja, Rodrigo Cardi, de 34, trabalhou com Jorge nos últimos 15 anos e disse nunca ter visto Guilherme no local. “Parece
que o Jorge tentou dar uns conselhos depois que o sobrinho foi mal na escola, mas ele não gostou. Mas no momento do ataque nada foi falado nem houve chance de defesa”, disse.

VELÓRIO COLETIVO

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou dois psiquiatras e um psicólogo para dar apoio no atendimento às famílias e demais envolvidos na ocorrência, atuando em conjunto com a equipe do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Suzano. O prefeito da cidade, Rodrigo Ashiuchi, esteve na escola e informou que deverá ocorrer um velório coletivo na Arena Suzano.

VÍTIMA MINEIRA

Uma das vítimas do massacre de Suzano, Marilena Ferreira Umezu, de 49 anos, coordenadora pedagógica da Escola Estadual Professor Raul Brasil, é mineira de Ubá,na Zona da Mata. De acordo com a prefeitura da cidade,irmãos e a mãe de Marilena ainda moram em Ubá. Eles seriam levados na noite de ontem à cidade
paulista por uma van da administração municipal. Em nota, a prefeitura afirma que“se associa à dor de todos os que,num misto de perplexidade e solidariedade humana,foram atingidos direta e indiretamente pela tragédia”. Alunos e
professores da escola disseram que Marilena era atenciosa aos estudantes e “vivia a educação com intensidade”.Ela era casada e deixa filhos e netos. Em 19 de janeiro, a coordenadora tocou no assunto dos armamentos ao compartilhar uma imagem em seu perfil. Dizia o texto:“Somos a favor do porte de livros,pois a melhor arma para salvar o cidadão e a educação”
.

Fonte:Estado de minas

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