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Exposição do chinês Ai Weiwei entra na reta final em BH

A exposição Raiz, do chinês Ai Weiwei, entra na reta final em Belo Horizonte e pode ser vista até a próxima segunda-feira (15) no Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra reúne trabalhos históricos e outros inéditos criados a partir de uma temporada do artista e ativista no Brasil.

A subversão política, o drama dos refugiados e o contraste de visões entre o ocidente e o oriente estão representados na exposição.

O convite para a temporada que o chinês passou no Brasil veio do curador da mostra, Marcello Dantas, em 2011, mas a vivência em terras brasileiras teve de ser adiada. Conhecido pelas obras polêmicas que usam tabus e denúncias políticas como tema, Weiwei chegou a ser preso pelo governo chinês e teve seu passaporte retido por quatro anos. O projeto foi suspenso e, só em 2015, foi retomado e, em 2018, concluído .

No período em que teve o documento recolhido, o artista empreendeu uma campanha para recuperá-lo, fotografando flores na cesta de uma bicicleta estacionada diante de seu ateliê. Na mostra, uma das obras relembra essa iniciativa.

Obra "Forever Bicycles", do artista chinês Ai Weiwei — Foto: Pichi Chuang/Reuters

Obra “Forever Bicycles”, do artista chinês Ai Weiwei — Foto: Pichi Chuang/Reuters

Outra alusão a bicicletas está exposta do lado de fora do CCBB. A instalação “Forever Bycicles” reúne mais de 1,2 mil bicicletas, que se encaixam formando uma construção. O trabalho tem relação com a infância do artista na China.

Weiwei nasceu nos anos 1950, mesma época em que seu pai o poeta Ai Qing esteve no Brasil e se tornou amigo de Jorge Amado. No retorno à China, o escritor levou de presente para o filho sementes conhecidas como olho-de-dragão. Quando Weiwei veio ao Brasil, encontrou a semente e a aplicou na obra “Two Figures”, que pode ser vista logo na entrada do centro cultural.

Outras sementes que chamam atenção em “Raiz” são as de girassol. Apesar de parecerem reais, elas são de porcelana e foram produzidas à mão. Em Belo Horizonte, a obra tem duas toneladas de sementes.

A mostra pode ser vista das 10h às 22h. Duas vezes ao dia, às 11h às 18h, há visitas mediadas, em que educadores se juntam ao público para dialogar e compartilhar olhares e leituras sobre a exposição. O público também conta com visitas mediadas em libras na quarta, às 15h, e na sexta e no domingo, às 18h. Para participar, é preciso chegar 15 minutos antes. A entrada é gratuita.

Mostra reúne trabalhos históricos e outros inéditos criados a partir de uma temporada do artista e ativista no Brasil — Foto: Flávia Cristini/G1

Mostra reúne trabalhos históricos e outros inéditos criados a partir de uma temporada do artista e ativista no Brasil — Foto: Flávia Cristini/G1

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/o-que-fazer-em-belo-horizonte/noticia/2019/04/10/exposicao-do-chines-ai-weiwei-entra-na-reta-final-em-bh.ghtml

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