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Advogado destaca denúncias contra tenente-coronel após morte de PM

Gisele Santana foi encontrada morta; defesa aponta histórico de agressões do companheiro

17/03/2026 às 10:15
Por: Redação

O advogado que representa a família de Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, trouxe à tona nesta segunda-feira, dia 16, denúncias anteriores envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele era o companheiro de Gisele na época de sua morte.

 

De acordo com a defesa, há registros de comportamentos de assédio moral e perseguições realizados pelo tenente-coronel.

 

A morte de Gisele ocorreu no apartamento onde estava com o tenente-coronel, na capital paulista. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas agora é investigado como morte suspeita.

 

Em entrevista, o advogado Miguel Silva revelou a existência de um boletim de ocorrência de 2009, feito por uma ex-esposa de Geraldo Neto, apontando ameaças e atitudes agressivas. Ela relatou que o tenente-coronel a vigiava, impedindo-a de se relacionar com outras pessoas e chegando a ameaçá-la de morte.

 

Além disso, uma denúncia atribuída a uma policial subordinada ao tenente-coronel cita perseguição e assédio moral. Este caso resultou em uma condenação.

 

“Ele tem uma condenação por danos morais de uma policial que foi vítima de acusações falsas e perseguições e o Estado, porque quem responde ao Estado, foi condenado na importância de 5 mil reais para realizar o pagamento que está em execução”, afirmou o advogado.

 

No momento da morte de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Neto estava presente, acionou socorro e relatou o ocorrido como suicídio. Porém, esse registro foi alterado para suspeita de morte.

 

Conforme a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a investigação continua com a possibilidade de reclassificação do crime em qualquer momento, preservando o curso do inquérito. Depoimentos já foram colhidos e laudos complementares são aguardados sob rigoroso sigilo com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.

 

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do tenente-coronel.

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