Grupo faz carreata em BH para pedir intervenção militar em apoio a Bolsonaro e acaba recebendo panelaço

Um grupo de manifestantes fez uma carreata pelas ruas de Belo Horizonte, neste domingo (26), para mostrar apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Eles pediam intervenção militar e o fim do distanciamento social. O ato foi alvo de panelaço por moradores do Centro.


Em entrevista, ao BHAZ, o artista plástico Júlio Hubner disse que o ato tinha o objetivo de reforçar o apoio dos moradores da capital mineira ao presidente, que enfrentar seguidas crises políticas, a mais recente com o agora ex-ministro Sergio Moro.

“Uma série de traíras vem atrapalhando o desenvolvimento do governo, a começar pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso, que travam as pautas presidenciais. Estamos mostrando apoio a Jair Messias Bolsonaro”, afirma, ao evidenciar sua aversão à democracia.

Mais de 250 veículos, segundo Júlio, estavam no ato que iniciou em frente no quartel do Exército, na avenida Raja Gabáglia. “No início pedimos intervenção militar, com Bolsonaro no poder”, conta.

A carreata passou pela região Central e foi alvo de manifestação. O BHAZ registrou, nas proximidades da praça Raul Soares, panelaço e vaias de moradores contrários ao movimento.

O ato acabou na praça Marília de Dirceu, próximo à casa do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). “Queremos a reabertura do comércio e a volta da vida cotidiana”, diz Júlio.

Mesmo com a capital mineira registrando 533 casos de Covid-19 e 11 mortes, Júlio acredita que “a relação custo benefício” do isolamento está mais “atrapalhando do que protegendo”.

“Dizem que Deus é brasileiro e, graças a Ele, no Brasil, o vírus está tendo outro tipo de comportamento”, conclui.

Vaias na Afonso Pena

Não é a primeira vez que esse mesmo grupo faz carreata semelhante e recebe a reprovação de moradores. Na última terça-feira (21), residentes de prédios da avenida Afonso Pena vaiaram e bateram panelas quando manifestantes passaram pela vi.

Em um “bate-boca” à distância, os manifestantes na rua buzinavam, faziam “arminha” com a mão e pediam a volta do comércio, enquanto os moradores faziam panelaços e gritavam “Fora Bolsonaro” e “Vai pra casa”. O tenente Rildo dos Santos, do Batalhão de Trânsito, informou ao BHAZ, no dia do protesto, que não houve maiores confusões e a carreata seguiu seu caminho.

fonte: bhaz


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