Polícia investiga segundo tatuador suspeito de assédio em BH

A delegada Larissa Mascotte informou, nesta segunda-feira (1º), que outro tatuador com estúdio na Savassi está sendo investigado pela Polícia Civil, em Belo Horizonte, por suspeita de violação sexual mediante fraude. De acordo com a responsável pela investigação, duas denúncias contra este homem foram registradas depois da repercussão dos relatos de mulheres contra Leandro Caldeira, preso neste domingo (31), por suspeita deste mesmo crime.

“Esse crime é também conhecido como estelionato sexual e consiste em manter conjunção carnal ou praticar um ato libidinoso mediante fraude, que significa que ele se utilizou de manobras enganosas para viciar a vontade das vítimas, que acreditaram que esses abusos sexuais eram necessários para o procedimento de tatuagens”, explicou a delegada.

A Polícia Civil não divulgou o nome deste segundo tatuador suspeito de assédio que também atende na Região Centro-Sul da capital. Ainda de acordo com Larissa Mascotte, ele será ouvido pela polícia nos próximos dias. A pena prevista no Código Penal para o crime de violação sexual mediante fraude é de dois a seis anos de prisão.

Tatuador preso

Leandro Caldeira, de 44 anos, foi preso preventivamente neste domingo (31), em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de assédio a mulheres durante sessões de tatuagem em um estúdio na Savassi. Ele teve a prisão decretada pela juíza Patrícia Santos Firmo, após pedido da Polícia Civil, e foi encontrado escondido na casa de amigos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) de Minas Gerais, ele está detido no Presídio de Lagoa Santa. A defesa do tatuador entrou com um pedido de habeas corpus na tarde desta segunda-feira (1º).

Até o momento, 15 mulheres já formalizaram denúncias contra o tatuador Leandro na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

Em reportagem exibida pelo Fantástico, uma dessas mulheres relatou que teve que tirar a calcinha durante um procedimento. Após a exibição da matéria, outras clientes se declararam vítimas de abuso sexual e publicaram novos relatos nas redes sociais.

inquérito foi aberto pela Polícia Civil no dia 20 de março. Os relatos começaram a aparecer nas redes sociais depois que a ativista Duda Salabert fez uma postagem perguntando se seus seguidores já haviam passado por alguma situação de assédio em estúdio de tatuagem. “Eu recebi mais de 100 mensagens, envolvendo todo o estado, e mais de 40 delas foram sobre esse estúdio da Savassi”, contou Duda ao G1.

A orientação da Polícia Civil para vítimas de assédio é realizar a denúncia formal o quanto antes para que as investigações tenham andamento. Em BH, o atendimento 24 horas é realizado atualmente na Avenida Barbacena, 288, no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/04/01/policia-investiga-segundo-tatuador-suspeito-de-assedio-em-bh.ghtml

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