Policial Militar fica ferido após confusão em bar no bairro Prado, em BH

Um policial militar ficou ferido depois de ser agredido em um bar no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte, na madrugada deste domingo (8). A vítima, de 35 anos, é cabo do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam). O dono do bar nega a versão da polícia e disse que vai entregar as imagens do circuito de segurança do local à Corregedoria da PM.

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 3h, o militar jogava sinuca com amigos no estabelecimento, quando teria presenciado os seguranças da casa abordando uma conhecida dele de forma violenta, e tentando colocá-la para fora. Ele, então, questionou os seguranças sobre o motivo da ação, e foi informado que a mulher violava o regulamento interno do bar, ao utilizar um cigarro eletrônico. Mas os funcionários não souberam informar sobre a lei que regulamentava a proibição.

Neste momento, teria começado um tumulto, com várias pessoas exaltadas. O cabo se identificou, afirmando que resolveria o problema. Durante a confusão, um homem não identificado teria dado uma garrafada na cabeça do policial militar.

Testemunhas contaram que o autor é MC e cantor de funk. Conforme o boletim de ocorrência, o militar ferido, com uma lesão no supercílio esquerdo, saiu do local, e acionou a polícia pedindo apoio. Ele foi socorrido por uma equipe da Rotam e levado ao Hospital Militar, no bairro Santa Efigênia.

Quando a PM conseguiu entrar no bar, o suspeito já havia deixado o local. A Polícia Civil informou que o caso será investigado na 2ª Delegacia de Polícia Civil Sul.

Segundo o proprietário do bar, que vai denunciar o caso à  Polícia Civil e à Corregedoria da Polícia Civil na tarde deste domingo (8), as imagens do circuito interno do local mostram toda a confusão dentro da casa, incluindo o que ele considera uma ação abusiva de homens da Rotam. Ele contou que a moça que acompanhava o cabo da Rotam foi advertida por várias vezes sobre a proibição de fumar dentro do bar, conforme placas espalhadas pelo estabelecimento. 

Ele disse que conversou pessoalmente com ela para que não acendesse o cigarro, mas todos os pedidos foram ignorados. E que dois seguranças também foram agredidos pela moça quando tentavam retirá-la do bar. Ainda conforme o dono, assim que a confusão começou ele ligou pelo menos uma cinco vezes para o 190.

Ainda na versão do empresário, o cabo da Rotam teria sacado uma arma e ameaçado todos que estavam no estabelecimento. Poucos minutos depois, militares da Rotam teriam quebrado o portão do bar e invadido o local. 

Os policiais teriam se negado a fazer o boletim de ocorrência sobre o caso e se preocuparam apenas em levar militar para o hospital. E que teriam voltado ao local para coagir as pessoas. Ele afirmou ainda que não conhece e nem mesmo facilitou a fuga do MC apontado como autor da agressão.

Fonte: Hoje em dia

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