Professores da rede estadual entram em greve por tempo indeterminado

Professores da rede estadual de ensino decretaram greve por tempo indeterminado após reunião da categoria realizada nesta quarta-feira (5), na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais). As aulas voltarão normalmente no dia 10 de fevereiro, conforme estava planejado no calendário escolar, e a paralisação será iniciada a partir do dia 11 para que pais e alunos não sejam pegos de surpresa.

“Vamos dialogar com a comunidade, com os pais e explicar a situação no dia 10. Após isso, entramos em greve por tempo indeterminado”, é o que explica o diretor do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), Paulo Henrique Fonseca.

A SEE (Secretaria de Estado de Educação) disse que acompanha o caso e que tem mantido o diálogo com os professores. “A SEE/MG respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação do Estado e reitera que tem mantido um diálogo franco e aberto com representantes sindicais”, disse a secretaria em nota (confira na íntegra abaixo).

Paulo elencou quais são as reivindicações dos professores. “Queremos que o Estado pague o piso salarial de R$ 2.886,24, pois recebemos menos de dois mil. Os professores querem receber em dia de uma única vez. Além disso, queremos o fim da redução dos postos de trabalho na rede estadual, principalmente dos funcionários contratados”, afirma.

Os professores também questionam o modelo de inscrição online dos alunos na rede estadual adotada pelo Governo Zema. “Precisamos do direito à educação pública para todos. Estamos dialogando para pôr fim à essa restrição do Estado nas matrículas. Esse modelo online tem a intenção de dificultar as inscrições nas escolas estaduais, não permite aos pais escolher a escola dos filhos e complica as famílias”, diz Paulo.

Uma nova reunião entre os professores está marcada para o próximo dia 14 de fevereiro, onde decidirão pelo fim ou continuidade da greve.

Nota da SEE

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação do Estado e reitera que tem mantido um diálogo franco e aberto com representantes sindicais. Várias agendas foram realizadas, ao longo de 2019, com os representantes das entidades sindicais e do Governo do Estado nas quais assuntos da área da educação foram debatidos. A SEE/MG reforça que os canais de diálogos continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e debatidas.  

Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informa que vem recebendo e dialogando com representantes dos sindicatos de todas as categorias. Até o momento, 70% dos servidores da Educação receberam o 13° salário integral. Para concluir o pagamento e pôr fim ao parcelamento de salários por seis meses, o Governo do Estado conta com a operação financeira do nióbio. A Seplag informa ainda que a remuneração inicial na rede estadual é de R$ 2.135,64 para a carga horária vigente de 24 horas semanais. Considerando a proporcionalidade sobre o valor do vencimento básico, equivale a R$ 3.304,23 para uma jornada de 40 horas, atendendo à legislação nacional”.

fonte: bhaz

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