Profissionais do Samu de BH cobram melhorias e ameaçam entrar em greve

Os profissionais e técnicos em enfermagem que trabalham no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Horizonte ameaçam fazer uma paralisação caso a prefeitura não atenda a reivindicações de manutenção das ambulâncias, condições de trabalho e reajuste salarial.

Uma carta assinada pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel) e pelos profissionais do Samu reclama de problemas nos freios das ambulâncias, goteiras, falta de ar condicionado e a falta de profissionais no sistema.

“Estamos enfrentando graves problemas que repercutem diretamente no atendimento à população: precariedade das ambulâncias, falta de profissionais, defasagem salarial, condições insalubres de trabalho, falta de insumos”, diz a carta.

O documento afirma ainda que as ambulâncias rodam 24h por dia, mas não existe manutenção preventiva e os defeitos são constantes. “Algumas estão sem freio, com goteiras, portas estragadas, problemas mecânicos e até já precisaram ser empurradas para funcionar. Além disso, as ambulâncias de Unidade de Suporte Básico (USB) não têm ar condicionado e já foi registrado 47°C em seu interior”, conta.

Outra reclamação é em relação ao salário. Segundo o sindicato, a baixa remuneração tem obrigado profissionais a migrarem para outras áreas de trabalho. “Alguns técnicos de enfermagem recebem menos que o salário mínimo: R$ 888,00, líquido, sem direito a vale transporte e vale alimentação. Por isso, as equipes estão sobrecarregadas e desfalcadas”

Reunião

O sindicato convocou uma reunião com os profissionais do sistema para esta sexta-feira às 14h, na Praça da Estação, no Centro. Na assembleia, serão discutidas as soluções para os problemas e uma proposta para a PBH, com um prazo de cumprimento.

Segundo uma representante dos funcionários do Samu, que não quis ser identificada, caso o prazo não seja cumprido, a greve será deliberada. “Nós vamos parar, nem que seja por 24h, funcionando com 30% dos profissionais, como determina a lei. É importante que a prefeitura esteja atenta a esses problemas e ajude em uma solução. A greve é uma questão de último caso, queremos o diálogo”, disse.

PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que não comentaria a ameaça de greve por parte dos profissionais do Samu.

Em nota (confira na íntegra abaixo), a PBH disse que o salário dos técnicos de enfermagem efetivos do Samu varia entre R$1.994,96 para 30h e R$2.635,70, para os de carga horária de 40h. Já a remuneração dos técnicos de enfermagem contratados, é 1.103,56 para 30h e 1.471,25 por 40h.

Sobre a manutenção das ambulâncias, a prefeitura disse que os reparos são feitos por uma empresa terceirizada. “A Secretaria Municipal de Saúde monitora o serviço de manutenção feito pela empresa, visando as boas condições de trabalho para os trabalhadores e pacientes”, afirma.

Nota na íntegra

“A remuneração dos técnicos de enfermagem efetivos do SAMU de Belo Horizonte, vai de R$1.994,96 para 30h e R$2.635,70, para os de carga horária de 40h. Já a remuneração dos técnicos de enfermagem contratados, é 1.103,56 para 30h e 1.471,25 por 40h.

A manutenção das ambulâncias do SAMU, é feita por uma empresa terceirizada, definida por processo licitatório. A Secretaria Municipal de Saúde monitora o serviço de manutenção feito pela empresa, visando as boas condições de trabalho para os trabalhadores e pacientes”.

Fonte:https://bhaz.com.br/2019/03/21/samu-bh-ameaca-greve/

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