Reservatórios que abastecem a Grande BH operam com metade da capacidade

Os sistemas Rio Manso, Várgem das Flores e Serra Azul, responsáveis pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão operando com metade de sua capacidade.

Os níveis são similares aos registrados em 2014 e em 2015, quando o governo de Minas Gerais chegou a publicar uma portaria reconhecendo a escassez hídrica.

Na última sexta-feira (25), o Rio Manso, por exemplo, estava com 44,4% de sua capacidade, próximo ao registrado no dia 1º de fevereiro de 2015, 44,2%. O Sistema Vargem das Flores estava com 49% do volume na semana passada, semelhante ao do dia 1º de agosto de 2014, com 48,31%. O Sistema Serra Azul estava com 49,8% no dia 25 de outubro. Já durante a crise hídrica, ele chegou a ficar com 5,2% de sua capacidade.

Capacidade dos reservatórios que abastecem a Grande BH.  — Foto: Copasa/Divulgação

Capacidade dos reservatórios que abastecem a Grande BH. — Foto: Copasa/Divulgação

O Sistema Paraopeba, criado no fim de 2015 para solucionar o problema na época, se tornando responsável por 43% do abastecimento na Região Metropolitana de belo Horizonte, está paralisado desde o dia 25 de janeiro, quando a Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu.

Em maio deste ano, o Governo de Minas Gerais acionou a Justiça contra a Vale para garantir a água na Grande BH. A ação foi baseada em um laudo da Copasa que apontou que o abastecimento estava comprometido por causa da contaminação do rio.

Rio Paraopeba em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte — Foto: Thais Pimentel/G1

Rio Paraopeba em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte — Foto: Thais Pimentel/G1

Naquele mesmo mês, ficou acordado que a mineradora irá construir um novo ponto de captação no Paraopeba. A previsão é que ele fique pronto em setembro de 2020.

Um termo de compromisso assinado com a Copasa e os ministérios públicos Federal e Estadual também determina que a mineradora faça ações preventivas na Bacia do Rio das Velhas, fonte de captação dos sistemas em funcionamento, para que, em caso de outros possíveis rompimentos, o impacto seja minimizado.

Um acordo firmado no dia 24 de outubro na Justiça, determinou que a Vale perfure ainda este ano 50 poços artesianos na Região Norte de Belo Horizonte para garantir o abastecimento de locais que não podem ficar sem água como presídios, universidades e hospitais.

Além disso, poços inativos da Copasa voltarão a operar. A instalação de bombas vai ser bancada pela Vale.

Consumo excessivo

No dia 19 de setembro, a Copasa interrompeu o abastecimento de água em 67 bairros de Belo Horizonte. Segundo a companhia, a medida foi tomada devido ao alto consumo.

A Copasa disse que está trabalhando para evitar o desabastecimento, mas a participação da população também é muito importante.

Chuvas

Índice pluviométrico nos reservatórios em outubro.  — Foto: Copasa/Divulgação

Índice pluviométrico nos reservatórios em outubro. — Foto: Copasa/Divulgação

A média histórica do índice pluviométrico para o mês de outubro no Rio das Velhas é de 99,1 mm. Até o dia 25 de outubro, ele estava em 7,8 mm.

No Sistema Rio Manso é de 87 mm. Até o momento, choveu 29,6 mm neste mês.

Na Vargem das Flores, a média é de 98,7 mm. Em outubro deste ano, o índice foi de 6 mm.

No Serra Azul, choveu neste mês 44,4 mm . A média histórica é de 78,4 mm.

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/10/28/reservatorios-que-abastecem-a-grande-bh-operam-com-metade-da-capacidade.ghtml

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