Rodrigo Janot vai representar atingidos por crime ambiental da Vale

O ex Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, está mesmo aposentado. A publicação com o ato de aposentadoria está prevista para hoje no Diário Oficial. E como havia anunciado, não vai parar de atuar. Janot inaugura em maio, em Brasília, seu escritório de advocacia em sociedade com o procurador paulista aposentado Márcio Elias Rosa. E Janot já começa com um caso importante. Mineiro que é, abraçou o pleito dos moradores do distrito de Macacos, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, uma das áreas em risco iminente de sofrer com novos crimes ambientais praticados pela mineradora Vale.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração, Minas Gerais concentra 13 das 17 represas de rejeitos do país que tiveram a Declaração de Controle de Estabilidade (DCE) negada por auditores independentes. Das estruturas localizadas no estado, 10 pertencem a Vale, e tiveram seu nível de risco fixado em 1, em uma escala de 3.

A briga parece ser grande e Rodrigo Janot, que atuou implacavelmente na Lava Jato, promete ter a mesma energia para levar justiça aos atingidos pelo descaso da grande mineradora. Os moradores reclamam do abandono da assistência prometida pela Vale e narram sua via crúcis. Ficam em longas filas para receber vouchers de alimentação e são diversos os relatos de mães, inclusive com bebês de colo, que são humilhadas por funcionários da mineradora que afirmam coisas como: recém-nascidos não podem receber tickets para compra de leite, pois não “almoçam e nem jantam”. Quanto o ex procurador deve cobrar pela causa? Nem um centavo! O caso é Pro Bono, que no jargão jurídico quer dizer sem honorários para o advogado.

Fonte:https://painel.blogfolha.uol.com.br/

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