Situação das barragens de Ouro Preto é discutida na ALMG, em BH

A situação das barragens da Vale na cidade de Ouro Preto foi discutida pela Comissão de Segurança Pública em Audiência, na tarde desta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. Moradores reclamaram da falta de informações por parte da mineradora que foi convidada, mas não compareceu à reunião.

As barragens de rejeitos Forquilha I e Forquilha III foram o tema central da audiência. As estruturas estão em alerta máximo de risco e, caso venham a se romper, a lama afetaria parte de Ouro Preto, sem prejuízo para o centro histórico, e parte de Itabirito. Quem vive nas duas cidades tem medo e quer mais informações da mineradora Vale.

“O clima nosso em Itabirito é de terror porque falta informação por parte dos responsáveis que até agora não ouvimos um posicionamento oficial”, falou o padre Miguel Ângelo.

“O clima para esse pessoal é de muita angústia e ansiedade e estamos aguardando que a solução seja dada o mais rápido possível para que volte a ter tranquilidade e qualidade de vida”, disse Elias Costa, da Associação dos Moradores de São Gonçalo do Bação – distrito de Itabirito.

Os moradores também reclamam do controle do trânsito na BR-356, que está funcionando no sistema pare e siga.

“O sistema de pare e siga, a população que transita tem que parar, mas os funcionários da Vale, a comitiva dos ônibus da Vale tem prioridade. O primeiro ponto mais crítico que Itabirito tem passado é o sistema de pare e siga perto da barreira da PRF e isso está nos causando um transtorno gigantesco, problema com transporte, com mercadoria para chegar no município que estão saindo com valores acima do praticado no comércio, estudante perdendo horário de aula e de prova, e a Vale não se manifesta”, disse o vereador Renê Américo da Silva (PSDB).

Por causa da situação de risco, moradores passaram por um exercício simulado no último domingo (31), mas a comunidade fez críticas ao plano de retirada da Vale.

A Vale foi convidada a participar da audiência pública, mas não enviou representantes. Moradores que vieram à Assembleia voltaram para casa frustrados. Segundo eles, o medo de quem vive próximo às barragens fica ainda maior por falta de clareza da mineradora quanto ao risco real de uma nova tragédia em Minas.

A mineradora disse que possui nove barragens construídas pelo método de alteamento a montante que estão inativas. A mineradora prevê que o processo de descomissionamento leve três anos.

Sobre o plano para retirada dos moradores em caso de rompimento de barragem e as reclamações sobre as placas, a Vale disse que vai rever os pontos identificados pela população de Ouro Preto e Itabirito, e afirmou também que o tempo de espera para todos os veículos no sistema de pare e siga na BR-356 é de dez minutos, sem distinção.

A Vale não se manifestou sobre o fato de não ter enviado nenhum representante à audiência.

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/04/04/situacao-das-barragens-de-ouro-preto-e-discutida-na-almg-em-bh.ghtml

Desenvolvimento de software sob medida

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here