Testemunha ouvida em Comissão Processante nega envolvimento com Wellington Magalhães

A testemunha arrolada pelo vereador Mateus Simões (Novo) no processo que apura a denúncia de quebra de decoro contra Wellington Magalhães (DC), Wellington Luiz da Conceição, disse, nesta terça-feira (8), que nunca prestou serviços ao parlamentar denunciado. Ele também se negou a responder uma pergunta, dizendo tratar de assunto particular. 

Estiveram presentes na reunião os advogados da testemunha e do vereador denunciado, além do o presidente da Comisso Processante Preto (DEM), Elis Côrtes (PHS), Maninho Felix (PSD) e um dos autores do pedido de cassação, o vereador Mateus Simões. 

O vereador denunciante questionou sobre a filiação partidária da testemunha e a relação que mantém com Wellington Magalhães. Wellington Luiz disse que já foi filiado de vários partidos, mas que agora está no Democrata Cristão e exerce um trabalho voluntário de montagem de chapa no Partido Progressista (PP). Ele disse que nunca prestou serviço à Magalhães, mas que o conhece, assim como conhece “70% da Câmara”. 

No depoimento, a testemunha disse que não conversou com o vereador no último ano e que a última conversa teria sido sobre política e partido. Quando perguntado sobre participação no processo de cassação contra Magalhães aberto no ano passado, ele disse que participa de reuniões da casa desde 1992, para ter conhecimento dos fatos. 

O vereador Mateus Simões perguntou se Wellington Conceição respondia a algum processo na Justiça criminal junto com outra testemunha do caso, de nome Guilherme Ribeiro dos Santos. Ele apenas confirmou a existência do processo, mas disse que o delito é de cunho privado. 

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) ouviu, nesta segunda-feira (30), testemunhas sobre a denúncia de quebra de decoro parlamentar do vereador Wellington Magalhães (DC). 

Sobre o processo

O pedido de cassação foi apresentado pelo vereador Matheus Simões (Novo) e pelo advogado Mariel Marra e aprovado em plenário por unanimidade, em agosto deste ano.

Magalhães é acusado de desvio de dinheiro público, ameaça de autoridade e tráfico de influência, crimes que, segundo os autores das denúncias, configuram quebra de decoro parlamentar. 

No último dia 30, a ex-chefe da Polícia Civil Andrea Vacchiano prestou depoimento à Comissão. Ela disse que disse que nunca foi ameaçada diretamente por Wellington, mas confirmou que ele fez tráfico de influência na corporação durante o governo de Fernando Pimentel (PT). 

O vereador Gabriel Azevedo (sem partido) foi ouvido depois. Ele disse que foi ameaçado duas vezes por homens que trabalhariam para Magalhães e que se sente muito desconfortável com a volta dele para a Câmara, já que ele trabalha de tornozeleira eletrônica, o que mancha a imagem da Casa

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/10/08/testemunha-ouvida-em-comissao-processante-nega-envolvimento-com-wellington-magalhaes.ghtml

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