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Vereador do PSL em BH sai da prisão após confessar prática da ‘rachadinha’

O vereador Claudio Duarte (PSL) deixou no final da manhã desta sexta-feira (12) a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. O prazo da prisão do vereador correligionário do presidente Jair Bolsonaro (PSL) terminou meia-noite. Mas, segundo a defesa do parlamentar, a saída demorou mais porque ocorreram problemas burocráticos. Enquanto isso, o chefe de gabinete do parlamentar, Luiz Carlos Cordeiro, foi liberado no horário previsto.

Os dois confessaram à Polícia Civil que mantinham a prática da rachadinha. Eles ficavam com um percentual do salário de funcionários do gabinete. O advogado do vereador, William Reis, afirmou que o parlamentar iniciou essa prática orientado pelo seu ex-assessor Marcelo Cassiano, que foi quem delatou o esquema à Polícia Civil.

“Parece que ele (Marcelo) tinha algum interesse. Corre uma informação de que ele inclusive sairia como vereador na próxima eleição. Tanto o vereador, quanto o chefe de gabinete não tinham experiência política alguma. Então o Marcelo Cassiano – vindo já de uma trajétoria de articulação política – falou que era um prática comum que acontece nos gabinetes, de forma sistêmica, e que não havia nada demais, em os assessores concordando, passar 10% do salário para custear as despesas do gabiente em relação a cestas básicas, algum tipo de doação, velório, sepultamento, camisas para times de futebol – essas damandas que acontecem em gabinetes de vereador. Parece que o Marcelo passou para ele dessa forma; que uma vez que o assessor recebe o valor e de forma espontânea ele doa, aquele dinheiro não passa mais a ser do estado, era salário do funcionário, que espontaneamente doava para o gabinete do assessor para a demanda da comunidade que ele atendia, ” destacou o advogado de Duarte, Willian Reis.

Marcelo Cassiano ainda não se posicionou sobre a acusação. A confissão do vereador e do chefe de gabinete pode ter contribuído para que eles não tenham continuado presos de forma preventiva. Ou seja, por tempo indeterminado. A Justiça muitas vezes entende que a confissão é uma sinalização de que o suspeito está colaborando com a investigação.

Claudio Duarte e Luiz Carlos foram presos no dia 2 de abril e ficaram na penitenciária Nelson Hungria por 10 dias. Eles ainda vão responder na justiça por peculato, pedido de vantagem ilítica, formação de organização criminosa e obstrução de justiça.

Ambos continuam suspensos das atividades na Câmara de BH – pelo menos até dia primeiro de junho. O pedido de cassação contra o vereador começou a tramitar no legislativo municipal na semana passada. A presidente da Casa, Nely Aquino (PRTB) ainda não informou se vai acatar a solicitação. O pedido foi feito por Mariel Marra, mesmo advogado que pediu a cassação de Wellington Magalhães, do PSDC, em 2018.

Tanto Cláudio Duarte, quanto Wellington seguem recebendo salário de 16 mil e 600 reais pelo cargo de vereador.

Assessores do vereador Claudio Duarte chegam à delegacia — Foto: Carlos Amaral/Globo

Assessores do vereador Claudio Duarte chegam à delegacia — Foto: Carlos Amaral/GloboF

Fonte:https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/04/12/vereador-do-psl-em-bh-sai-da-prisao-apos-confessar-pratica-da-rachadinha.ghtml

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